Bem Vindos

Olá!

Queremos dar as boas vindas a todos os visitantes.

Somos um grupo de formandas e formadores do curso de Educação e Formação de Adultos - Agente em Geriatria e vamos aqui apresentar o nosso tema de vida “Conta-me como era…”.

Estamos a realizar uma pesquisa sobre variadíssimos temas do século XX, incluindo o quotidiano, a vida familiar, a saúde e os acontecimentos nacionais e internacionais mais marcantes.

No final vamos apresentar uma dramatização sobre este tema, onde iremos reviver a vida nas ruas da Lisboa antiga. Convidamos todos os interessados a comentar.

Contem-nos como era e acompanhem-nos nesta viagem ao passado no comboio da saudade!

Estamos a fazê-lo com todo o gosto, esperamos que se divirtam.

25 de maio de 2010

Os bonecos de pasta de papel

Não há idoso que não se recorde dos bonecos em pasta de papel, típico doa anos 40.
Não podiam apanhar água ou tomar banho, porque se desfaziam.

4 comentários:

  1. Tive uma dessas bonecas
    A joaninha
    Gostava muito dela,mas a minha avó também gostou dela
    Como era a avó ,a minha mãe ,ofereceu-lha
    Sem me dizer nada
    Fiquei triste
    quem me teria tirado a boneca?
    Um dia,passados anos,vou a casa da avó
    A minha menina estava lá,sentada num sofá da salinha
    Com uns brincos de ouro nas orelhas
    Um vestido de linho e sapatinhos de crochet.Feitos pela avó
    Não disse nada. Apenas fiquei triste
    Afinal ,foi a avó,quem me levou a boneca
    Minha avó viu a minha tristeza e disse
    Essa boneca foi a tua mãe que ma deu
    mas ela e tua
    Sempre foi tua
    Um dia vais voltar a tê-la de volta
    Mas só quando eu partir
    Fiquei contente
    Afinal,a avó sempre soube que a joaninha era minha
    A avó partiu,devido a sua idade avançada
    Falei a minha tia Lurdes da bonequinha
    que não.
    Não ma dava
    era dela
    Sempre foi dela
    Era muito antiga
    Fiquei com uma tremenda decepção
    Afinal tem tias que não merecem o nosso
    carinho
    Ela sempre soube da minha boneca
    Mas ficou com ela
    Até hoje ,não lhe perdoei
    Já tenho 51 anos
    Mas não esqueci a Joaninha
    Que continua com os brincos de ouro nas orelhas
    Sentada num sofá
    Mas desta vez ,na casa da tia
    De quem nunca mais confiei
    Nem gostei
    Afinal,ficou-me com a minha bonequinha

    ResponderEliminar
  2. Boa tarde,

    Somos a Inês Texugo e o Samuel Babaroca, licenciados em Design de Equipamento pela Faculdade de Belas-artes da Universidade de Lisboa, e frequentadores do Mestrado em Design de Equipamento, especialização em Design de Produto e Urbano e de Interiores, correspondentemente.

    Estamos a desenvolver um trabalho para a cadeira de História do Design Português, sobre as principais áreas industriais portuguesas, no nosso caso o plástico, as suas origens artesanais, manufacturas e industriofacturas. Seleccionamos quatro fábricas, que historicamente se distinguiram pela sua qualidade, poder de inovação e design. É-nos pedido referências destas nas Grandes Exposições Internacionais e noutros certames, prémios de Excelência e Design. O objectivo do trabalho é falar das áreas e das respectivas empresas através da sua real contribuição: o desenvolvimento de produtos, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida e que fazem a ponte para o design.

    Desta forma, a Luso-Celulóide/Osul/Matasul ou Hérculos foi uma das seleccionadas e o que pedimos é que toda a informação que tiverem e que for possível fornecer-nos, seria uma grande ajuda, uma vez que obtemos a informação de que esta esteve sediada em Amadora. Informação sobre a empresa, a sua origem na indústria do plástico em Portugal e a sua importância na sociedade, tanto quando do início desta como actualmente, estatísticas de produção e projectos de relevância que estejam a ser desenvolvidos ou que tenham sido fundamentais para a actual posição da empresa em Portugal e fora, tecnologias utilizadas, importância do design para a empresa.

    Toda e qualquer informação que tenha e que possam disponibilizar-nos é de grande ajuda e nós agradecemos imenso, mesmo que seja pouca.



    Os maiores cumprimentos, aguardamos uma resposta o mais breve possível,
    até novo contacto,


    Inês Texugo e Samuel Babaroca
    agradecia que responde-se para : samy20@live.com.pt

    ResponderEliminar
  3. Meu nome é Márcia
    villela e tenho 70 anos. Conheci um boneco de celulóide que fora de minha prima Lia, que hoje é falecida, pois era 35 anos mais velha que eu. O boneco tinha articulações, formato de bebê de uns seis meses, embora medisse cerca de 35 cm. Era de celulóide, um plástico encarnado que era fino e leve e se fosse pressionado, afundava. É só o que me lembro, mal o tive nas mãos pois minha prima Lia, que também possuia uma boneca de biscuit, os tinha como relíquias...Vou procurar saber da filha dela, Josélia, que fim levaram estas preciosidades.

    ResponderEliminar
  4. Tenho o privilégio de pertencer à humanidade desde 1937. O meu pai e a minha mãe foram grandes lutadores contra o desemprego que assolava o país... enquanto Hitler destruye a Europa. Os meus pais aprenderam não sei onde nem como (não havia Net, nem revistas) a construir bonecas e bonecos em moldes de gesso. Como eu gostava de colar papelinhos ni fundo dos moldes...ainda me recordo. Os bonecos eram pintados com tintas de esmalte. Havia um pato colado numa base com rodas de madeira e que tinha um preguinho para a criança puxar por um fio ou cordel. Presentemente, um pouco como hobby, estou fazendo modelismo em pasta de papel e em moldes de gesso. Espero conseguir suficientes peças para fazer numa exposição...

    ResponderEliminar